E por falar em futebol...
...desde o dia 20 de maio não registro aqui os fatos sobre nossa equipe.
O motivo? É porque já está faltando justificativas, explicações, sei lá... algo que nos faça entender o motivo pelo qual nosso time tem sido melhor nas partidas e mesmo assim o resultado tem sido adverso.
A gente vai ficando trite...
Jogamos contra o União Luziense, jogo parelho, disputado, duro... adversário forte e nós com a obrigação de vencer desde o início. A partida nem deveria ter sido iniciada tendo em vista que o mandante não providenciou dois enfermeiros como reza o regulamento, mas dois técnicos de enfermagem. Estava aí a brecha que precisávamos pra superá-los na classificação!
Mas para a nossa surpresa, o mesário (o mesmo que não nos autorizou a jogar contra Contagem e Gol Brasil em nossos domínios) autorizou a realização da partida a pedido do árbitro do jogo. Dois pesos e duas medidas...
Fomos a campo, criamos oportunidades e as desperdiçamos, fomos melhores no primeiro tempo enquanto o adversário foi melhor no segundo.
Perdemos por 1x0, gol de pênalti! E o pior: num lance típico da imaturidade característica da adolescência... Nosso zagueiro central, capitão da equipe, numa bola simples na qual poderia ter chutado para lateral, resolveu "cortar" para o centro e armar a jogada. Só que o inesperado ocorreu: ele escorregou logo após dominar a bola e o atacante adversário, muito veloz, tomou-a e progrediu em direção à nossa meta quando foi derrubado pelo mesmo zagueiro que não tinha outra alternativa. Um castigo!
Depois deste "desastre", faríamos nosso penúltimo jogo da fase de classificação contra o já classificado Forrobol fora de casa na outra semana. Alguns atletas começaram a desanimar, sumiram dos treinos. Tentei levantar a confiança da moçada bravamente, como comandante de um "barco" que enfrenta grande tempestade mas não quer deixá-lo naufragar de vez!
Arrumamos o time, mandei o time a campo com a defesa praticamente reserva já que dois dos 3 zagueiros titulares estavam suspensos além do nosso volante central. Criei algumas estratégias e compartilhei com o grupo para que pudéssemos derrotar o Forrobol. Jogamos muito! Nossa defesa surpreendeu tanto que nem pude acreditar no nível de exibição! No primeiro tempo, enquanto nosso adversário tentava conseguir uma oportunidade de gol, nós desperdiçávamos várias... isso custaria caro no final.
Voltamos para o segundo tempo mantendo a postura enquanto o técnico adversário, meu amigo Wagner Alves, mudou sua equipe na tentativa de nos induzir a abandonar o sistema de jogo que lhe criou várias dificuldades. Em tempo, mantive nosso esquema e dominamos novamente a partida perdendo mais e mais oportunidades claras. Incompetência na finalizaçao, muitos méritos ao goleiro adversário e à trave.
Quando faltavam poucos minutos para se encerrar o jogo, um dos atacantes do Forrobol recuperou a bola no meio campo, conduziu em velocidade e realizou o ÚNICO chute que o nosso adversário conseguiu durante toda a partida: BOLA INDEFENSÁVEL! Forrobol 1x0 e a máxima do futebol prevalecendo: "quem não faz, leva!"
Essas coisas vão desanimando a gente... os atletas... é muito difícil!
Estou, sem dúvida, no momento profissional mais difícil de minha vida!
Isso me lembrou um conto...
"Certa vez um monge chinês presenteou o rei do povoado que visitara, com um livro de duas páginas. A instrução dada ao rei foi: quando passar pelo momento mais triste de sua vida, leia a primeira página; quando passar pelo momento mais feliz da sua vida, leia a segunda. O tempo passou e o rei viu seu povo passar por grande crise devido à seca. Lembrou-se do livro e leu a primeira página onde estava escrito: ISSO VAI PASSAR, NÃO SE PREOCUPE! O tempo de fato passou e as coisas voltaram ao normal... Depois de longos anos, quando já velho e precisando que seu filho o sucedesse no trono, o rei recebe a notícia que sua nora - até então, estéril - estava grávida! Foi o dia mais feliz da vida do rei, já que agora seu filho teria um herdeiro, o único critério que o impedia de assumir o trono! O rei, extremamente feliz, celebrou a chegada de seu neto e lembrou-se novamente do livro. Foi quando leu a segunda página: NÃO SE EXCEDA, ISSO TAMBÉM VAI PASSAR!"
Essa é a minha esperança para este momento, está muito ruim... doloroso... mas, SE DEUS QUISER, VAI PASSAR!
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sexta-feira, 3 de junho de 2011
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